Nascido nos anos 70, com a influência do funk norte-americano que mesclava ritmos típicos da comunidade negra, como soul e jazz, o funk carioca possuía seu refúgio no Canecão e era presidido por Big Boy e Ademir Lemos. Milhares de pessoas, em sua maioria, vindas da Zona Norte da cidade, iam apreciar esse ritmo novo que chegava. O “Baile da Pesada”, como era chamado, estes encontros aconteciam próximo de seus freqüentadores: no Ginásio do América ao Cascadura Tênis Clube. Alguns seguidores de Big Boy resolveram montar suas próprias equipes; não se sabe ao certo qual foi à primeira, mas as pioneiras, de acordo com Hermano Viana, foram Revolução da Mente (uma homenagem ao disco de James Brown, Revolution of The Mind), Uma mente numa boa, Atabaque, Black Power e Soul Grand Prix. [essa história está muito rápida...]
Passado a euforia dos anos 70 no Brasil onde a Era Disco reinou, assim como em todo o mundo, segue os anos 80 onde o rock nacional ganha destaque com diversas bandas e o movimento BRock direcionado a classe média; concomitante o funk, junto com charm, continuam a ser o ritmo das zonas menos favorecidas.
Nesse mesmo período surge nos Estados Unidos a Miami Bass que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas, como descreve Simone Sá,
“(...) música de batidas pesadas e versos curta, mais acelerada e menos engajada politicamente do que o hip hop. Além de dezenas de alto falantes empilhados, utiliza-se de graves de freqüências muito baixas (abaixo de 60 HZ) que normalmente são removidas na hora da mixagem, produzindo um som poderoso, que mexe com o corpo na pista.” (SÁ,2007, p.7)
Até então, o baile era animado ao som de música norte-americana, não se produzia nada nacional. Assim como explicou Fernando Luiz Mattos da Matta, mais conhecido como DJ Marlboro:
“Só tocava música estrangeira... só tocava internacional nos bailes... Alguns eram instrumentais e outras eram com letras... quando você tocava uma música, instrumental, às vezes os refrões eram cantados... são os BGs das músicas... o lado B dos discos.” (SÁ, 2007, p. 7).
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