O pesquisador Thiago Soares explica em seu artigo
que a cultura popular massiva consiste em uma série de produtos da indústria
cultural que são destinados ao entretenimento do público. Tendo como
desenvolvimento de conteúdo musical, televisivo, editorial, entre outros; todos
estes produtos têm forte cunho publicitário para que tenham sucesso
rapidamente.
No universo do funk podemos
observar essas questões mercadológicas e esteticistas em dois ex-Mcs que
decidiram deixar de lado o titulo de mestres de cerimônias para conseguirem inserção
na mídia. Naldo e Anitta tornam-se pop ao realizarem uma transformação em seus
estilos musicais, ao apostando em um som mais eletrônico para suas composições
e investindo na produção de clipes e shows inspirados em pops stars como
Beyonce, Chris Brown e outros artistas norte-americanos.
Soares explica que ao individuo realizara
gravação de videoclipes em lugares que permeiam o imaginário popular como
Nova York, Paris, Wall Street, Salvador, entre outros lugares. Nada mais é que
deixar claro o seu desejo de conquistar o mundo, de se tornar global. Não é á toa
que grandes astros do pop como Michael Jackson já fizeram gravação de um de
seus clipes no Brasil. À fama de uma cidade se espalha pelo mundo através da
indústria da cultura (televisão, cinema, musicas, etc.) fazendo com que seus
telespectadores queiram participar desse universo que pode ser de qualquer um.
Logo há um contexto de imitação e negociação dos símbolos que nos são
apresentados.
“A
questão do sujeito dentro do contexto pop aponta para definição que o público
interpreta, negocia se apropria de artifícios e textos culturais,
compreendendo-se dentro da sua experiência de roda. A questão que se descortina
é a de que os produtos da cultura pop ajudam a articular normas de diferenciação
dentro dos contextos contemporâneos.”
A cultura popular massiva desperta a necessidade de
se ter algo que esta além de nosso mundo, transformando algo que poderia passar
despercebido, em algo fantástico. Tudo isso é possível hoje e, m dia pelo
desenvolvimento das ferramentas de comunicação que fazem com que tenhamos cada
vez mais laços sociais com pessoas midiáticas que jamais iremos conhecer.
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